quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Soneto aos candangos


Quando a tocha universal luzir os lagos,
prateando cada arco de Brasília
nos moquiços em desjejum de gosto amargo,
a fronte escura do candango sua e brilha.

Na miséria que gravita a grande nave
contempla a maravilha que fizeste.
Em cada canto do Brasil tão miserável
há um candango que sustenta essas benesses.

Ao povo que mantém tal luxo e glória
recebeste como herança da historia
um ambiente miserável e violento.

Entre mansões e palácios opulentos,
em homenagem, há um monstrengo de cimento
que se refere à tão digna memória.

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